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O fabrico de
tapetes é uma das profissões mais antigas da humanidade.
Apesar de não se conhecer ao certo a sua origem, acredita-se
que os primeiros a aperceberem-se de que a lã das ovelhas
podia ser usada para tecer tapetes e coberturas foram os
povos nómadas. Os Nómadas da Mongólia e as tribos Siberianas
começaram a tecer tapetes de lã há milhares de anos atrás,
como substitutos das peles de animal. Esta arte migrou de
região em região, fazendo parte do artesanato e da história
de várias civilizações e sociedades.

Nalgumas escavações, os arqueólogos já descobriram vestígios
de tapetes com pelo menos 4.000 anos. O tapete mais antigo
do mundo e em melhor estado de preservação é conhecido por
“tapete Pazyryk”. Esta descoberta permite estudar as
técnicas de tecelagem da altura e identificar quantos
estilos diferentes se desenvolveram desde então. No início
os tapetes eram feitos por questões de sobrevivência, como
protecção do frio. Com o passar dos anos, a beleza dos
tapetes cresceu de tal forma que passou a ser mais que um
revestimento útil para o solo, mas também uma obra de arte.
Existem vários museus mundialmente conhecidos pelas suas
colecções de tapetes antigos e contemporâneos.
À medida que os tapetes eram introduzidos em novas culturas,
cada uma criava o seu estilo, design e utilizava materiais
diferentes para adaptar os tapetes às necessidades e
criatividade locais. Tanto os teares horizontais como os
verticais evoluíram para fabricar tapetes com diferentes
estilos de nós, designs e para adicionar franjas nos cantos
ou nas bordas. Vários materiais como a seda, o algodão e a
lã foram usados para fabricar tapetes. Os tecelões começaram
a ser considerados como criadores, artistas que eram capazes
de tecer uma história através dos seus designs, que
fabricavam cada peça com alma e talento. As suas criações
passaram a ser símbolos de estética e de beleza. É
geralmente reconhecido que o fabrico de tapetes atingiu o
seu apogeu artístico nas culturas islâmicas e asiáticas.
Hoje em dia, as carpetes indianas surgem como um produto
importante nas exportações nacionais e são comercializadas
sobretudo no mercado internacional. Na Índia, as tradições
do fabrico de carpetes remontam à Era Medieval, mais
precisamente no século XVI, quando o imperador Mughal Akbar
levou para a Índia tecelões persas do Kashan, Isfahan e do
Kerman. Alguns dos mais belos e esplendorosos tapetes foram
fabricados durante a era Mughal, incorporando uma matriz de
cores simplesmente encantadora. Com este começo brilhante no
fabrico de tapetes, a Índia rapidamente se tornou
globalmente reconhecida pelos seus designs, cores, elegância
e acabamentos. Na Jaipur Rugs, nutrimos este legado com
orgulho e talento.
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